Data: 19/01/2021

Hora inicial: 16h

Hora final: 17h

Localização

Câmara de Vereadores de Igrejinha

Tiradentes, 115
Bairro: Centro
Igrejinha/RS

BIOGRAFIA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA 13 DE JANEIRO

 

Antes mesmo de Igrejinha desabrochar no Vale, na então Santa Maria do Mundo Novo, carinhosamente chamada de Santa Maria pela população que aqui vivia, no dia 13 de janeiro de 1921, reuniu-se um grupo de pessoas que tinham como objetivo reunir as famílias em uma agremiação para cultivar a tradição do “Canto Coral” promovendo assim momentos de lazer, comunhão e homenagens, sendo prioritário o canto em velórios e sepultamentos de familiares dos sócios, mantendo a língua alemã como língua oficial, tanto nos cantos quanto em qualquer outra atividade, como se pode perceber em uma tradução livre das primeiras linhas da ata de fundação, as quais foram escritas em alemão: “todos os membros da Diretoria e da sociedade devem preservar o Canto Coral na língua alemã, para cantar nos velórios e enterros para o bem comum de todos os associados”.  Desse encontro nasceu a “Sociedade de Canto 13 de Janeiro”, tendo como primeiro Presidente o Sr. Jorge Flech, Secretário Sr. Franz Bahns e Tesoureiro Friedrich Fetter, conforme registro do Livro de Atas da época.

Os encontros e atividades da Sociedade ocorreram no Salão Arthur Müller, que se localizava na Localidade de Invernada até meados do ano de 1969. Neste ano, a sociedade adquiriu o prédio da Casa de Pedra, local que passou a ser a sede de suas atividades. Em assembleia geral realizada no dia 08 de dezembro deste mesmo ano, os sócios decidiram demolir o prédio para que fosse construída uma nova sede neste mesmo local. Uma estrutura ao redor da Casa de Pedra chegou a ser erguida e um grande baile foi organizado em memória do grande valor histórico que o local agregava; baile cuja renda reverteria para a obra iniciada.

Porém, um movimento social constituído principalmente pela Maçonaria, Lions Clube, Rotary Clube e CTG Fogão Gaúcho de Taquara viria a impedir tal feito de modo que em 12 de junho de 1974, o Decreto Municipal nº 266 tornou o prédio patrimônio histórico do já emancipado Município de Igrejinha e em 31 de outubro a Casa de Pedra passou a integrar o Patrimônio Histórico do Estado do Rio Grande do Sul, acabando de vez com o sonho da Associação de construir sua nova sede.

Em 15 de julho de 1976, o Estado indenizou a Sociedade pela desapropriação do prédio, assim, adquiriram uma propriedade de quatro hectares às margens da ERS 115, junto à Rótula da Estrada Picada Francesa, local onde foi construída a sede (que existe até os dias atuais), nesse momento a Sociedade passou a se chamar “Sociedade Recreativa e Cultural 13 de Janeiro”.

Atualmente, a agremiação se chama “Associação Cultural e Recreativa 13 de Janeiro” e mantém firme a atividade primeira que constitui seu DNA, o “Canto Coral”, e conta também com grupos de Bolão, como “Os Alegres”, fundado em 1949, “os Caipiras”, fundado em 1975, “As Palomas’, fundado em 1978, “Os Divertidos”, fundado em 1979, “Treze de Janeiro”, fundado em 1979, “Andorinhas”, fundado em 1983, “Bom Pastor”, fundado em 1988 e “Unidos”, fundado em 1991.

Naturalmente, por se tratar de um século de história, muitos nomes que fizeram parte dessa trajetória acabaram por se perderem no tempo, mas citando alguns presidentes, façamos menção honrosa a todos os homens e mulheres que de alguma forma contribuíram para a existência e vida longa desta Associação: Jorge Flech, Felipe Edgar Jung, Hugo Brusius, Nelson Leuck, Helio Meinhart, Romildo Müller, Arcenio Marmit, Alceu Naumann, Gilberto Gresler, Fábio Dalpian e Plínio João Petzinger.

A história da Associação Cultural e recreativa 13 de Janeiro se funde à história do Município de modo que não podemos deixar de pensar em nosso hino quando diz:

“Com vigor, otimismo e esperança,
seguirá de vitória em vitória!
És tão bela, formosa e fraterna,
garantindo um futuro de glória”

 

Não faltou vigor, tão pouco otimismo e esperança às centenas de pessoas que fazem parte desta história. Diante das tantas dificuldades que certamente enfrentaram ao longo das décadas, perseveraram e seguiram “de vitória em vitória”.  Somente a união ao entorno de um ideal “belo, formoso e fraterno” pode resultar em um “futuro de glória”; futuro de glória que indiscutivelmente se faz realidade neste tempo presente em que comemoram 100 anos de existência e que certamente se fará também presente nos tempos vindouros consoantes novamente com os versos do hino municipal quando diz: “Tua história que o tempo registra e impulsiona pra eternidade”.

 

 

 

 

 

Referências:

Originais (em Alemão, traduzido por Ernani Peters) da Ata de Fundação e Estatuto da Sociedade 13 de janeiro.

BORNIGER, Karin Blum. A Oktoberfest de Igrejinha. pg, 31-32, Publicação independente, 2011.